Continuando na mesma linha do último post, apresento a segunda capa de LP emoldurada. Ficou muito mais bonita que a primeira. E embora tenham demorado mais de um mês para terminá-la, pelo menos a apresento no carnaval, que tem tudo a ver com o álbum em questão.
Trata-se da parte interna da capa do LP Maravilha de Cenário, do grande Martinho da Vila, lançado no ano de 1975. A arte é de Elifas Andreato. Reparem bem na brasilidade das figuras retratadas, nas cores variadas e também na diferença estética entre elas (algumas são mais simbólicas, como a máscara africana no lado direito e o palhaço no centro, enquanto outras tendem ao realismo fotográfico, como o caboclo de chapéu no alto). Gosto especialmente do olhar enigmático da mulher com chapéu estilo cangaceira.
Abaixo, vocês podem conferir em detalhes :)
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Arte na parede
Embora na década de 90 os CDs já fossem uma realidade, eu demorei muito a ter contato com eles. Além do rádio, meus primeiros passos na música devem muito ao LP (sim, a velha bolacha de vinil!) e à fita K7 (viva a pirataria!). A vitrola lá de casa tocava muita coisa, sobretudo os velhos discos de samba do meu pai.
Hoje, a vitrola já não existe mais e alguns (poucos) discos sobreviveram à ideia de minha mãe de jogá-los no lixo (não a culpo, mas perdi, por exemplo, um Abbey Road muito bem conservado e parte da coleção de história da MPB, lançada pela Abril Cultural em 1970).
Andei tirando alguns do armário e me deparei com belos encartes. Tive então a ideia de emoldurá-los e colocá-los na parede, um lugar muito mais nobre para esse tipo de arte que se perdeu.
O encarte abaixo, por exemplo, é do álbum duplo Retratos de Sinatra, lançada pela Reprise Records em 1980.
Embora não seja um fã de Sinatra, fiquei apaixonado pela ilustração do Vilmar. Vemos Sinatra em primeiro plano e ao fundo, nas arquibancadas do Maracanã, uma legião de brasileiros famosos e anônimos, reais e ficcionais (se é que é possível fazer essa diferenciação), um "carnaval" que expressa muito bem nossa brasilidade e o clima dos estádios de então.
Hoje, a vitrola já não existe mais e alguns (poucos) discos sobreviveram à ideia de minha mãe de jogá-los no lixo (não a culpo, mas perdi, por exemplo, um Abbey Road muito bem conservado e parte da coleção de história da MPB, lançada pela Abril Cultural em 1970).
Andei tirando alguns do armário e me deparei com belos encartes. Tive então a ideia de emoldurá-los e colocá-los na parede, um lugar muito mais nobre para esse tipo de arte que se perdeu.
O encarte abaixo, por exemplo, é do álbum duplo Retratos de Sinatra, lançada pela Reprise Records em 1980.
Embora não seja um fã de Sinatra, fiquei apaixonado pela ilustração do Vilmar. Vemos Sinatra em primeiro plano e ao fundo, nas arquibancadas do Maracanã, uma legião de brasileiros famosos e anônimos, reais e ficcionais (se é que é possível fazer essa diferenciação), um "carnaval" que expressa muito bem nossa brasilidade e o clima dos estádios de então.
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