Chorei tanto
Tão estranho sentir
Que um cego cantor de blues teve pena de mim
E fez seu sax dizer, assim, coisas tão belas
Choraram de New Orleans à azul Portela...
Então chegou o samba
No baticum da batucada
Que ecoa triste na madrugada
E renova na cidade a esperança
É como um choro de criança, que passa...
Ah, safado choro
Nas ladeiras do morro, de um barraco torto,
Estranho palacete em que te espero,
Rolam as notas de um sonho eterno...
Ah, esse canto a zombar da tristeza!
É tudo o que nos resta.
É nossa maior riqueza...