terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Arte na parede

Embora na década de 90 os CDs já fossem uma realidade, eu demorei muito a ter contato com eles. Além do rádio, meus primeiros passos na música devem muito ao LP (sim, a velha bolacha de vinil!) e à fita K7 (viva a pirataria!). A vitrola lá de casa tocava muita coisa, sobretudo os velhos discos de samba do meu pai.

Hoje, a vitrola já não existe mais e alguns (poucos) discos sobreviveram à ideia de minha mãe de jogá-los no lixo (não a culpo, mas perdi, por exemplo, um Abbey Road muito bem conservado e parte da coleção de história da MPB, lançada pela Abril Cultural em 1970).

Andei tirando alguns do armário e me deparei com belos encartes. Tive então a ideia de emoldurá-los e colocá-los na parede, um lugar muito mais nobre para esse tipo de arte que se perdeu.

O encarte abaixo, por exemplo, é do álbum duplo Retratos de Sinatra, lançada pela Reprise Records em 1980.

Embora não seja um fã de Sinatra, fiquei apaixonado pela ilustração do Vilmar. Vemos Sinatra em primeiro plano e ao fundo, nas arquibancadas do Maracanã, uma legião de brasileiros famosos e anônimos, reais e ficcionais (se é que é possível fazer essa diferenciação), um "carnaval" que expressa muito bem nossa brasilidade e o clima dos estádios de então.












quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Nome de rua



Post inspirado em bate-papo com Patrick Gomes

Andando pelas ruas do Centro, me deparei com essa esquina bacana: Av. Treze de Maio com Travessa dos Poetas de Calçada. Quando a gente vê um nome de travessa como esse logo começa a imaginar inúmeros poetas tropeçando nas pedras portuguesas, olhando as flores brotando no asfalto, observando a mulher que passa...

Procuro saber um pouco mais sobre essa travessa e me deparo, na internet, com uma porção de gente que também foi surpreendida pelo seu nome. Curiosamente, não encontro nenhum relato que explique o batismo. Mas não importa. O mais importante é deixar registrado esse sentimento de surpresa. Deixar-se levar pela imaginação. E tropeçar nas pedras e placas dessa cidade.

E mais: esse encontro me fez pensar em começar uma série sobre lugares curiosos do Rio. De norte a sul, leste a oeste, do Leme ao Pontal, do morro ao asfalto e onde mais se imaginar. Aguardem!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

terça-feira, 7 de junho de 2011

Poema de algumas faces

As pegadas ao sol solidificam-se e me levam de volta 
Para onde não sou o mais o mesmo
Tua saliva, teu cheiro, nossos corpos em novelo...


Meu velho sorri; sinto sua barba a me tocar num beijo
Fotografias fluem...


No trem, a marmita vai e vem, a marcar o tempo operário...
E em tuas mãos, a graxa desenha novas eras
Eu, pequenino, vivia criando mundos imaginários, enquanto preparavas um novo para mim...


Há um segredo nesta vida, indizível, inenarrável...
Segredo sussurante nos encontros...